Descontaminação do Alvéolo com Ozônio em Implante
Os implantes imediatos aqueles que são instalados logo após a exodontia se tornaram uma alternativa cada vez mais presente na rotina do implantodontista. O desafio é que, na prática, muitos elementos com indicação de extração carregam algum grau de contaminação, mesmo quando não há sinais radiográficos evidentes especialmente em dentes com fratura, falhas endodônticas ou histórico periodontal.
a descontaminação do alvéolo deixa de ser um detalhe técnico e passa a ser um fator diretamente ligado ao prognóstico do implante imediato: a carga microbiana e o tecido de granulação podem comprometer o controle local e a previsibilidade do reparo.
Dentro dessa lógica, a ozonioterapia vem sendo estudada na Odontologia como adjuvante antisséptico, com racional biológico baseado na ação oxidante e na redução de microrganismos em biofilmes e tecidos contaminados. Revisões e trabalhos clínicos apontam potencial benefício em Periodontia/Peri-implantite como coadjuvante, embora ainda exista heterogeneidade metodológica e variação entre protocolos.
O racional clínico aqui não é “substituir” a descontaminação convencional, mas somar uma etapa com potencial antisséptico após o preparo mecânico. No contexto periodontal, por exemplo, um ensaio clínico randomizado observou melhora de parâmetros clínicos quando o tratamento mecânico foi associado ao ozônio gasoso, em comparação ao tratamento mecânico isolado.
No caso descrito, o paciente apresentava o dente 22 com aumento de mobilidade, e exames de imagem demonstraram perda óssea extensa associada à doença periodontal. O Objetivo foi aumentar a efetividade da descontaminação do alvéolo em um cenário típico de implante imediato: dentes com indicação de extração que, mesmo sem sinais radiográficos evidentes, frequentemente apresentam algum grau de contaminação, especialmente em casos associados a fratura, falha endodôntica ou histórico periodontal.
A proposta é somar uma etapa antisséptica com ozônio a uma descontaminação convencional bem executada. Ou seja: primeiro, faz-se a remoção mecânica do tecido contaminado (curetagem e irrigação), e então aplica-se o ozônio gasoso em alta concentração por curto tempo, como “formigamento/borbulhamento”, buscando uma descontaminação mais efetiva do alvéolo antes de avançar para fresagem e instalação do implante.
1. Infiltração com gás ozônio (pré-exodontia)
a. O procedimento foi iniciado com infiltração de 0,5 mL de gás com ozônio, na concentração de 5 a 10 µg/mL, aplicada em três pontos: dois pontos vestibulares e um ponto palatino.
2. Exodontia
3. Descontaminação mecânica do alvéolo + irrigação com água ozonizada
a. Após a extração, foi realizada a remoção do tecido de granulação por curetagem, seguida de irrigação do alvéolo com água ozonizada, como etapa de apoio à descontaminação.
4. Aplicação de ozônio gasoso
a. Foi aplicada a técnica descrita como “formigamento” (ou “borbulhamento”), utilizando peça reta conectada diretamente ao gerador, com concentração de 40 µg/mL, por 30 segundos. Essa etapa é proposta como complemento após a descontaminação mecânica tradicional.
5. Fresagem do alvéolo com osseodensificação e instalação do implante
6. Preenchimento dos gaps e condicionamento tecidual
7. Provisório após 45 dias
No relato de caso do Dr. Rafael Manfro, a ozonioterapia foi aplicada como adjuvante ao preparo mecânico, combinando infiltração local com gás ozônio, irrigação com água ozonizada e aplicação de ozônio gasoso em alta concentração por curto tempo antes da fresagem e instalação do implante.
Se a sua proposta é levar a ozonioterapia para os eu consultório com parâmetros definidos, segurança e padrão de entrega, o primeiro passo é trabalhar com um gerador de ozônio confiável, com controle de concentração e estabilidade de produção.
Literatura de referência:
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Rapone, B.; Ferrara, E.; Santacroce, L.; Topi, S.; Gnoni, A.; Dipalma, G.; Mancini, A.; Di Domenico, M.; Tartaglia, G.M.; Scarano, A.; et al. The Gaseous Ozone Therapy as a Promising Antiseptic Adjuvant of Periodontal Treatment: A Randomized Controlled Clinical Trial. Int. J. Environ. Res. Public Health 2022, 19, 985.
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