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Ozonioterapia para o tratamento de feridas crônicas: uma revisão sistemática

Ozonioterapia para o tratamento de feridas crônicas: uma revisão sistemática

A enfermagem é uma área da saúde em que a Ozonioterapia pode se mostrar um verdadeiro diferencial. No tratamento de feridas, queimaduras, e tratamento de pacientes acamados, a resposta biológica do organismo é fundamental para o reparo. É neste aspecto que a Ozonioterapia pode potencializar os seus resultados e promover a cicatrização inclusive em casos mais complexos.

Quer saber como? Continue lendo este conteúdo que preparamos exclusivamente para você que busca as melhores estratégias terapêuticas para os seus pacientes!

A cicatrização de feridas segue uma progressão típica através de 3 fases primárias: inflamação, proliferação e maturação. Polipeptídeos reguladores, incluindo fator de crescimento transformador- (TGF-beta), fator de crescimento derivado de plaquetas (PDGF), fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) e fatores de crescimento de fibroblastos (FGF), são de vital importância para controlar as fases processo de cicatrização. No entanto, comorbidades que levam a neuropatias, isquemia, alta presença de materiais estranhos e infecção podem reduzir e danificar esses fatores de crescimento, acabando por inibir a fase proliferativa.

A ozonioterapia, em doses controladas, promove um estresse oxidativo controlado e transitório, que se constitui um desafio ambiental para o nosso organismo, podendo acelerar o ciclo celular e induzir a síntese de fatores de crescimento pela ativação de fatores de transcrição redox, como o fator nuclear kappa B (NFkB). O NFkB é um ativador para genes pró-inflamatórios como a interleucina 8 (IL-8), fator de necrose tumoral ? (TNF-alfa) e TGF-beta e, como tal, é um regulador para respostas inflamatórias e cicatrização de feridas.

O objetivo da revisão sistemática de Fitzpatrick, Holland e Vanderlelie (2018) foi avaliar os benefícios e danos potenciais da Ozonioterapia como uma intervenção de cuidado avançado para feridas crônicas.

Os estudos analisados foram extraídos do Google Scholar, PubMed, Cochrane Library e referências. Os critérios gerais de inclusão incluíram testes humanos randomizados em inglês que relataram o uso de terapia com ozônio no tratamento tópico de feridas crônicas.

Os estudos foram avaliados quanto ao nível de viés e qualidade dos dados. Nove estudos (n = 453 pacientes sofrendo de ferimentos a bala, queimaduras graves e úlceras diabéticas, isquêmicas ou venosas) corresponderam aos critérios de inclusão e foram submetidos à meta-análise.

Esta revisão incluiu estudos usando os vários métodos de aplicação do ozônio, entre estes, a exposição à mistura de ozônio-oxigênio por meio de um recipiente selado (bolsa/bagging); insuflação retal; mistura de ozônio-oxigênio borbulhando no sangue antes de ser reinfundida (auto-hemoterapia com ozônio); ozônio-oxigênio diretamente sobre a ferida por meio de um cateter (aplicação local), e aplicação tópica do óleo ozonizado.

Nenhum efeito adverso relacionado diretamente à terapia com ozônio foi relatado em qualquer estudo. Além disso, foi relatado que nenhum participante abandonou a terapia como causa direta da intervenção (as desistências foram relacionadas a comorbidades, incapacidade de acompanhamento, mortes ou complicações não relacionadas à intervenção).

A meta-análise encontrou evidências a favor do tratamento com ozônio. Todos os estudos mostraram uma melhora significativa na cura quando comparados com o controle. Portanto, o ozônio demonstrou potencial como uma terapia eficaz no tratamento de feridas crônicas e sua cicatrização. No entanto, em comparação com o cuidado padrão, a terapia com ozônio ainda precisa ser mais estudada. Embora possa ser vista como um tratamento avançado de tratamento de feridas, a fim de melhorar a proporção de feridas crônicas curadas em um curto período de tempo, pesquisas adicionais são necessárias para avaliar sua eficácia a longo prazo.

FITZPATRICK, E.; HOLLAND, O. J.; VANDERLELIE, J. J. Ozone therapy for the treatment of chronic wounds: A systematic review. Int Wound J, Oxford, v.15, n.4, p.633-644, 2018.

ACESSE O CONTEÚDO COMPLETO AQUI

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