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Aspectos Científicos e Médicos da Ozonioterapia: Revisão de Literatura

Velio Bocci, o “Pai da ozonioterapia moderna”, foi um famoso estudioso que contribuiu muito para os aspectos científicos e médicos da ozonioterapia. Ele era médico especialista em doenças respiratórias e fisiologista, e escreveu inúmeros artigos e livros sobre o tema, incluindo “A New Medical Drug”. Nessa obra, o professor discute as bases biológicas da ozonioterapia, alinhando conhecimentos de bioquímica, fisiologia e farmacologia.

Neste artigo, Bocci (2006) realizou uma revisão de literatura com o objetivo de discutir as propriedades médicas do ozônio, sua toxicidade, mecanismo de ação e vias de administração.

Aspectos Científicos e Médicos da Ozonioterapia

Através da literatura o autor explanou que o ozônio está normalmente presente como um gás composto de três átomos de oxigênio. O gerador médico de ozônio o produz a partir do oxigênio puro passando por um gradiente de alta voltagem (5–13 mV), desta forma o ozônio de qualidade médica representa uma mistura de cerca de 95% de oxigênio e não mais que 5% de ozônio.

O ozônio é 1,6 vezes mais denso e 10 vezes mais solúvel em água do que o oxigênio e embora o ozônio não seja uma molécula radical, ele é o terceiro oxidante mais potente após flúor e persulfato. O ozônio é um gás instável que não pode ser armazenado e deve ser usado imediatamente porque tem uma meia-vida de 40 min a 20ºC.

Em relação à sua toxicidade, o autor apresenta que o ozônio é tóxico para o trato pulmonar na troposfera, particularmente misturado com monóxido de carbono (CO), N2O2 e vestígios de ácidos como ocorre no smog fotoquímico. Em divergência com o sangue, os olhos e os pulmões são muito sensíveis ao ozônio, porque eles têm capacidades antioxidantes e neutralizantes mínimas e, portanto, o ozônio nunca deve entrar em contato com esses órgãos. A fim de evitar sua toxicidade na área médica o autor preconiza o uso de um gerador de ozônio preciso, equipado com um fotômetro bem padronizado, que permita determinar a concentração de ozônio em tempo real, além disso, deve- se recolher um volume de gás preciso com uma concentração definida de ozônio e que deve-se também conhecer a dose ideal para alcançar um efeito terapêutico sem qualquer toxicidade.

Com relação as propriedades físico-químicas do ozônio, o autor expõe que como qualquer outro gás o ozônio se dissolve fisicamente em água pura, de acordo com a lei de Henry, em relação à temperatura, pressão e concentração de ozônio. Somente nesta situação o ozônio não reage e, em uma garrafa de vidro bem fechada, a água ozonizada (útil como desinfetante) permanece ativa por algumas horas, entretanto, em variância com o oxigênio, o ozônio reage imediatamente assim que é dissolvido em água biológica (soro fisiológico, plasma, linfa, urina), onde o oxigênio atômico se comporta como um átomo muito reativo.

Ao contrário da crença incorreta de que o ozônio penetra através da pele e das mucosas ou entra nas células, é enfatizado que, após a reação mencionada, o ozônio não existe mais. Logo após reagir com estes fluidos, o ozônio reage com ácidos graxos poliinsaturados (PUFA), antioxidantes como os ácidos ascórbico e úrico, compostos tiol com grupos -SH, como cisteína, glutationa reduzida (GSH) e albumina. Dependendo da dose de ozônio, carboidratos, enzimas, DNA e RNA também podem ser afetados. Todos esses compostos atuam como doadores de elétrons e sofrem oxidação.

Como resultado da oxidação ocorre a formação simultânea de peróxido de hidrogênio (incluído entre espécies reativas de oxigênio, ROS) e de produtos de oxidação lipídica (LOPs). O peróxido de hidrogênio é um oxidante não radical capaz de atuar como mensageiro do ozônio, responsável por desencadear diversos efeitos biológicos e terapêuticos. O conceito de que as ROS são sempre prejudiciais foi amplamente revisado porque, em quantidades fisiológicas, elas atuam como reguladoras da transdução de sinal e representam importantes mediadores da defesa do hospedeiro e da imunidade.

Atenção deve ser dada ao fato de que um excesso de ROS pode levar à formação de outros compostos tóxicos, como peroxinitrito (O5NOO2) e ânion hipoclorito (ClO2). Embora as ROS tenham uma vida útil de menos de um segundo, elas podem danificar componentes celulares cruciais e, portanto, sua geração deve ser precisamente calibrada para obter um efeito biológico sem qualquer dano.

O autor conclui que a utilização incorreta do ozônio devido à falta de conhecimento gerou o dogma de que o ozônio é tóxico e não deve ser utilizado na área da saúde. Sabe-se que qualquer droga ou substância, dependendo de sua dosagem, pode ser terapêutica ou tóxica.

Referência: 

BOCCI, V. A. Scientific and Medical Aspects of Ozone Therapy. State of the Art. Arch Med Res, New York, v.37, n.4, p.425-435, 2006.

ACESSE O CONTEÚDO COMPLETO AQUI

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