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Ozonioterapia na Odontologia Biológica

Ozonioterapia na Odontologia Biológica

Os dentistas são formados com foco no tratamento dos dentes. Esta frase parece muito óbvia e é assim que acontece: os dentistas passaram muitos anos focados apenas em dentes. No entanto, essa visão reduzida e limitada da Odontologia fragmentou o conhecimento do ser humano, moldando o conhecimento para tratamento local ou sintomático. Ou seja, o paciente é tratado apenas onde se apresenta o foco do problema, onde está o sintoma e não a causa. Isso acaba por mascarar e atrasar a verdadeira cura. Curar um efeito e não a causa, pode fazer com que o efeito mude de forma. 

A Odontologia biológica não é uma nova especialidade na odontologia, mas uma forma de olhar o paciente de forma integral e buscar sempre a opções mais seguras e menos tóxicas nos tratamentos odontológicos. Além disso, é importante respeitar a individualidade, ponderando os efeitos que os procedimentos e materiais odontológicos têm sobre o organismo. Por isso, é necessário utilizar técnicas menos invasivas e menos traumáticas, tanto para o diagnóstico como para o tratamento dos dentes.

Esta prática pode ir ainda além, onde os dentes não são considerados de forma isolada, mas sob uma concepção integral, onde estão correlacionados com as partes diferentes do organismo. Assim, a odontologia passa a ser uma prática que restaura, cura ou mantém o sistema estomatológico e pode auxiliar a tratar o paciente de forma integral. Isso é fundamental, cumprindo assim o postulado de Hipócrates: “A arte da cura é a arte de remover os obstáculos à natureza biológica para que ele mesmo regule”. Nesse sentido, é importante destacar que essa abordagem pode ajudar a prevenir problemas futuros de saúde bucal e sistêmica, promovendo uma abordagem mais efetiva e abrangente da saúde.

Uma das técnicas que se utiliza na Odontologia Biológica é a Ozonioterapia.

A Ozonioterapia é uma técnica que utiliza o gás ozônio como recurso terapêutico. O ozônio é a molécula triatômica do oxigênio, uma molécula instável, que pode ser formada na natureza pelos raios UV (camada de ozônio) e no organismo se forma naturalmente numa reação antígeno-anticorpo.  Através de uma descarga elétrica, os geradores de ozônio convertem oxigênio em ozônio e este pode ser utilizado para fins terapêuticos, quando extraído em doses precisas, dentro da faixa terapêutica.

É uma molécula biocompatível, com elevado poder antimicrobiano, sem os efeitos indesejáveis de substâncias químicas com o ambiente fisiológico.

Dados científicos comprovam que o ozônio pode influenciar diretamente os sistemas biológicos em múltiplos níveis, suportando e melhorando o processo de cura do paciente. Estudos comprovam que o ozônio é capaz de:

  • Realizar desinfecção de amplo espectro
  • Limpeza de feridas
  • Ativação do metabolismo das hemácias com melhora da oxigenação e aumento dos níveis de ATP
  • Ativação de células imunocompetentes
  • Modulação do sistema imunológico
  • Aumento da capacidade antioxidante através da ativação de antioxidantes endógenos
  • Efeito anti-inflamatório

Levando em consideração os múltiplos efeitos terapêuticos biológicos da Ozonioterapia, pode-se considerar uma fermenta terapêutica que pode auxiliar e melhorar o processo terapêutico.

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