Ozonioterapia no Tratamento de Doenças do Tecido Adiposo

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A paniculose ou paniculopatia edematosa fibroesclerótica (PEFS), comumente chamada de celulite, é uma doença adiposa subcutânea que atinge a grande maioria das mulheres em todas as idades. PEFS é enquadrado como um tecido adiposo subcutâneo que sofre de estase venosa e linfática, cuja etiologia é multifatorial.  Neste  artigo você vai conhecer como a Ozonioterapia pode ser usada no tratamento de doenças do tecido adiposo.    

Os eventos inflamatórios ou degenerativos que afetam o tecido subcutâneo são caracterizados por alterações das células adiposas, do estroma e do sistema vascular. Eles podem levar à hipertrofia, atrofia, desintegração e necrose do tecido adiposo. Um exemplo de lipodistrofia é a doença de Barraquer-Simon, uma febre nodular caracterizada por nódulos inflamatórios sob a pele com superfície correspondente de eritema, a adiponecrose que pode ser causada por esmagamento, congelamento, injeções de drogas lipolíticas, lesões mecânicas contínuas, como as causadas por uma violenta massagem percussiva ou aplicação de maquinário na pele, cuja sintomatologia é caracterizada por dor inflamatória, eritema, hemorragia e, finalmente, necrose do tecido.

Cuccio e Franzini (2016) atribuíram em seu estudo os efeitos da Ozonioterapia nas doenças do tecido adiposo, graças às suas capacidades de melhorar as propriedades reológicas da microcirculação, imunomodulação e anti-inflamatórias, surgindo como adjuvante e é um método válido, mas também alternativo aos protocolos convencionais.

Hoje, a terapia O2-O3 é reconhecida por muitos como um excelente método para o tratamento de inúmeras doenças. Vários países ao redor do mundo o praticam em seus próprios hospitais, clínicas e universidades. Por muito tempo a gordura foi considerada pouco envolvida nos processos que regulam o corpo, relegando-a à função de barreira puramente térmica e mecânica, bem como de armazenamento de energia na forma de triglicerídeos, para então devolvê-la como gordura livre ácidos de acordo com as necessidades do organismo.

Com as pesquisas e resultados atuais, foi verificado que o tecido adiposo apresenta uma verdadeira influência no tecido endócrino, estando envolvido em diversos mecanismos metabólicos pelos quais exerce papéis fundamentais para a produção e síntese de sinais complexos envolvidos entre órgãos distantes. Na obesidade e gordura localizada, a quantidade da secreção prejudicada de adipocinas determina distúrbios circulatórios e metabólicos importantes, agindo como um cofator na ocorrência de doenças cardiovasculares e síndrome metabólica.

No tecido adiposo visceral e subcutâneo, especialmente em obesos, em particular inflamação e edema de condições de estase, foi observado um aumento na produção de interleucinas (IL-6, IL-8), angiotensinogênio, inibidor do ativador do plasminogênio-1, TNF-alfa e fatores de crescimento, espécies de crescimento endotelial vascular. Muitos desses fatores são produzidos pela fração estromo-vascular do tecido adiposo e macrófagos que infiltram o tecido adiposo. Além de determinar um ambiente pró-logístico, os produtos dos adipócitos viscerais, ao contrário dos do tecido subcutâneo, têm acesso direto ao fígado, ampliando assim as consequências negativas pelo excesso de gordura visceral. Muitos deles têm um papel na relação entre obesidade central, doenças cardiovasculares, dislipidemia, diabetes tipo dois e inflamação sistêmica.

O O3 pode ser utilizado em doenças onde haja redução do aporte de oxigênio, pois apresenta o efeito de reativação da microcirculação e ação protetora multiorgânica, dentre estas doenças pode-se citar:

  • Arteriopatia periférica de membros inferiores;
  • Doença isquêmica do coração;
  • Insuficiência renal vascular;
  • Doenças cerebrovasculares;
  • Degeneração macular da retina.


No artigo os autores abordam a Ozonioterapia no tratamento de doenças como: lipodistrofia, hipodermite por estase e paniculose ou celulite. As vias de administração para estas patologias podem incluir injeção local do gás em baixas doses, e insuflação retal.

Para a iniciar a terapia e selecionar as doses, é necessário considerar a evolução, o comprometimento vascular, a dor congestiva, o edema, a inflamação e os fenômenos degenerativos e escleróticos generalizados. Deve ser analisado também a subversão da arquitetura do tecido, todos os fatores que caracterizam o quadro e os sintomas, bem como as condições psicológicas do paciente, o peso, o tônus muscular e o estado nutricional.

As principais ações que justificam a Ozonioterapia no tratamento das doenças relacionadas ao tecido adiposo são: modulação do processo inflamatório, melhora da vascularização e oxigenação tecidual e a degradação oxidativa das membranas do adipócito nos casos de aplicações locais do gás.

O O3 atua promovendo um aumento na deformabilidade e filtrabilidade dos glóbulos vermelhos pois: quebra as longas cadeias de ácidos graxos controlados pela peroxidação lipídica; aumenta a produção de 2,3 difosfoglicerato com maior fornecimento de oxigênio aos tecidos periféricos movendo-se para a direita da curva de dissociação da hemoglobina; reduz o fibrinogênio plasmático; ativa o metabolismo energético da mitocôndria com aumento da produção de ATP; determina aumento do fluxo sanguíneo e liberação de óxido nítrico ao nível dos esfíncteres pré-capilares pelas células endoteliais; tem ação anti-inflamatória resultando na redução da produção de prostaglandinas e agindo sobre o ácido araquidônico, além de apresentar ação antioxidante ao ativar funções enzimáticas antioxidantes protetoras das células endógenas.

Os autores concluíram que a Ozonioterapia graças às suas capacidades de melhorar as propriedades reológicas da microcirculação, alterações imunomoduladoras e anti-inflamatórias, surge como adjuvante e é um método válido, mas também alternativo aos protocolos convencionais.

CUCCIO, G.; FRANZINI, M. Oxygen-ozone therapy in the treatment of tissue adipose diseases. Ozone Therapy, v.1, n.2, p.25-33, 2016

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