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Princípios básicos da prática em Ozonioterapia

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A Ozonioterapia é uma abordagem integrativa e complementar que utiliza a molécula de ozônio (composta por três átomos de oxigênio) com finalidade terapêutica. A produção desse gás ocorre através de um gerador que, a partir de descargas elétricas de alta potência, transforma o oxigênio puro (O2) em uma mistura variável de oxigênio (O2) e ozônio (O3).

Os efeitos biológicos do ozônio incluem o efeito antioxidante, controle do processo inflamatório, imunomodulação, efeito analgésico, propriedades antissépticas e regenerativas. Estudos mostram que essas características permitem sua aplicação em diversas condições de saúde, abrangendo desde infecções e inflamações até dores crônicas e doenças autoimunes.

Devido à sua alta instabilidade, o ozônio se decompõe rapidamente em oxigênio, o que impede seu armazenamento e demanda sua produção no momento do uso. A eficácia da Ozonioterapia como modalidade terapêutica depende do manuseio capacitado por profissionais aptos a lidar com a complexidade tanto de sua área quanto dos mecanismos do ozônio.

Como prática terapêutica, a Ozonioterapia é reconhecida e regulamentada em vários países ao redor do mundo, incluindo nações como Itália, Alemanha, Portugal, Espanha, Cuba, Rússia e China. No Brasil, ela obteve autorização para ser realizada como procedimento de caráter complementar em todo o território nacional em 2023. Esse reconhecimento sublinha a importância crescente dessa abordagem terapêutica na esfera da saúde.

Quais são os princípios básicos da prática em ozonioterapia?

A Ozonioterapia, à semelhança de outras práticas de saúde, baseia-se em princípios essenciais que são cruciais para garantir a segurança e eficácia do tratamento. Entre esses princípios, destaca-se a necessidade de seguir diretrizes cuidadosas e específicas, assegurando um contexto terapêutico que prioriza e respeita o conhecimento técnico científico e o paciente.

  • Primum non nocere: Antes de tudo, não causar dano. O uso do ozônio deve ser pautado pela adequação para cada paciente, respeitando as indicações, contraindicações e precauções. É fundamental que o profissional respeite a janela terapêutica e as doses para cada via de administração. Nosso corpo é complexo e cada tecido e órgão apresenta uma determinada capacidade antioxidante. O sistema respiratório, por exemplo, apresenta uma quantidade de enzimas antioxidantes muito baixa, isso faz com que o ozônio promova uma oxidação excessiva dos tecidos, sendo prejudicial, principalmente em grandes quantidades. Desta forma, o profissional deve estar ciente dos limites de segurança, compreendendo as formas de prevenir ou tratar complicações, evitando sempre a inalação do gás ozônio.
  • Escalonar a dose: o ozônio tem uma ação de ativar vias celulares e mecanismos fisiológicos do nosso organismo, ou seja, ele atuará estimulando e cooperando com processos naturais preexistentes no corpo. Portanto, entende-se que a dosagem não pode ser algo completamente engessado, mas que geralmente, deve-se começar com doses baixas e aumentá-las gradativamente ao longo das sessões de atendimento, de acordo com a resposta do paciente e o objetivo do tratamento.
  • Aplicar a concentração necessária: aumentar a concentrar de ozônio não significa aumentar o seu efeito, mas sim modificar o seu mecanismo de ação. Concentrações mais altas de ozônio têm um efeito oxidante, enquanto concentrações mais baixas têm um efeito imunomodulador e bioestimulador. A concentração ideal depende do tipo e da condição a ser tratada.
  • O equilíbrio redox: O equilíbrio redox é o balanço entre as substâncias antioxidantes e pró-oxidantes, que são responsáveis pela defesa e pelo reparo celular. O ozônio, ao ser aplicado, provoca um estresse oxidativo controlado e transitório, que estimula a produção de antioxidantes e a adaptação celular. Esse estímulo é benéfico para a saúde, pois aumenta a resistência e a capacidade citoprotetora. Por isso, o profissional deve ajustar a dose de ozônio de acordo com a capacidade de resposta do paciente, evitando sobrecarregar o sistema redox.
  • Investigando o estresse oxidativo: o estresse oxidativo crônico pode ser causado por diversos fatores externos, como poluição, radiação, tabagismo, álcool, drogas, etc., ou por fatores internos, como doenças, infecções, inflamações, envelhecimento, dentre outros. Antes de iniciar a Ozonioterapia, é importante avaliar o estado redox do paciente, por meio de exames laboratoriais ou clínicos, para verificar se o mesmo está apto a receber o tratamento com ozônio.

A inovação perdura se é feita com cuidado e seriedade

A Ozonioterapia é um método seguro que é reconhecido por ser um tratamento biocompatível, pouco ou não invasivo, mas isso não implica uma deliberação descuidada da prática. Acima de tudo Ozonioterapia deve ser realizada por profissionais da saúde devidamente treinados e capacitados a utilizar a técnica.

A relevância de princípios básicos da prática em Ozonioterapia é formar uma base sólida para uma abordagem terapêutica segura e eficaz que não se reduz à aplicações sem fundamento ou critério. A compreensão cuidadosa e aplicação criteriosa desses princípios não apenas reforça a segurança do tratamento, mas também potencializa os benefícios terapêuticos do ozônio medicinal.

Nos atualizamos juntos!

Para uma compreensão mais aprofundada sobre as potencialidades do ozônio e para explorar plenamente os seus benefícios, convidamos você a nos acompanhar nas redes sociais e a assinar a nossa Newsletter. Ao fazer isso, você estará atualizado com as mais recentes descobertas, pesquisas e informações relevantes sobre essa prática terapêutica inovadora. Somos empenhados em fornecer conteúdo valioso que possa enriquecer sua jornada em direção ao conhecimento sobre os benefícios e aplicações do ozônio na saúde.

 

Referencias:

RE, L. Ozone in Medicine: A Few Points of Reflections. Frontiers in Physiology, v. 13, 23 fev. 2022.

BRASIL. Lei nº 14.648, de 4 de agosto de 2023. Autoriza a Ozonioterapia no território nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 7 de agosto de 2023. Seção 1, p. 1.

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